Radicalização do Sintep fica evidente em protesto fracassado na Praça Alencastro, região central
Imagem aérea do portal ODOC revela baixíssima adesão ao movimento grevista do Sintep, na Capital
O ato público realizado pelo Sindicato dos Trabalhadores na Educação Pública (Sintep), na tarde desta terça-feira (02), na Praça Alencastro, não mobilizou os servidores da rede pública de educação da Capital. Os profissionais da educação de Cuiabá decidiram paralisar as atividades ontem (dia 1º). A categoria afirma que não teve as reivindicações atendidas pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).
Pouco mais de 100 pessoas atendeu o chamado do Sintep para a manifestação que tinha como meta discutir as propostas apresentadas pela Prefeitura. A exigência que motiva a paralisação dos servidores da rede municipal de ensino não conquistou a adesão de toda a categoria para a manifestação. Mesmo assim, com um caminhão-som, os manifestantes chamavam atenção da comunidade para a situação do magistério no município.
A falta de apoio ao movimento ficou visível no ato do Sintep, quando poucos profissionais (da Pasta que mais emprega servidores em Cuiabá), se reuniram na Praça Alencastro. Dos nove pedidos apresentados pelos professores, apenas o reajuste salarial de 7% não foi atendido pelo Poder Público, uma vez que extrapola os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal do Município.
Ainda assim, o prefeito, Emanuel Pinheiro, chegou a oferecer acréscimo de 6,03%, recusado pelo sindicato, que decidiu, em assembleia, cruzar os braços. O fato de a greve ocorrer na última semana que antecede as eleições de 2018 também não vem sendo bem visto pela sociedade.
O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), encaminhou na semana passada uma nova proposta, bem próxima da reivindicação da classe. Segundo o documento encaminhado pela Prefeitura ao Sintep, além do percentual já aplicado, de 3,53% relativo ao RGA, o Executivo concedeu mais 2,5% a título de ganho real, a ser aplicado para toda a categoria.
Para o secretário de Educação, Alex Vieira Passos, a Prefeitura atingiu o limite de prudência da responsabilidade fiscal para evitar a paralisação. “Com essa nova contraproposta, totalizando um reajuste acumulado com o RGA já aplicado de 6.03%, acreditamos estar atendendo os anseios dos trabalhadores da Educação, com responsabilidade orçamentária e fiscal”, afirmou Passos.
A greve dos profissionais da educação em Cuiabá atinge pelo menos 55 mil estudantes da rede pública. O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), por sua vez, disse compreender os anseios dos professores. “Nós continuamos prontos para o diálogo, tendo sempre em mente as responsabilidades que temos com a população e as limitações fiscais dos gestores”, destacou.
FONTE: JOÂO BATISTA DE OLIVEIRA
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